Esse drama que você não viu é um soco no estômago sobre privilégios; conheça o filme White Girl
Poucos filmes são capazes de causar tanta polêmica e debate quanto White Girl. A produção de 2016, que chocou o público e a crítica no Festival de Sundance, é um retrato cru e sem filtros da juventude de hoje, que explora seus privilégios, sua identidade e o poder de seus corpos em um mundo sem limites. White Girl, que é um verdadeiro soco no estômago, nos leva para a vida de Leah (interpretada pela atriz Morgan Saylor), uma estudante que se muda para Nova York e se envolve com um traficante local.

A premissa, por si só de White Girl, já é um convite para o caos. Mas o que o filme faz com ela é o que o torna tão especial. A gente não está ali para julgar a protagonista, mas para entender a sua jornada. Leah é uma personagem que tem a coragem de explorar seus desejos mais profundos, mas também tem a inocência e a vulnerabilidade de uma jovem que se vê presa em um ciclo de violência e abuso.
A série mostra, de forma honesta, a forma como a personagem lida com seus privilégios. Ela sabe que, por mais que se arrisque, sempre terá uma rede de segurança para a proteger. É um retrato da irresponsabilidade de uma juventude que se sente no direito de explorar o mundo sem se preocupar com as consequências.

O que torna White Girl tão importante é a forma como o filme explora a linha tênue entre o prazer e a dor. A produção não romantiza o uso de drogas, nem a violência. Muito pelo contrário: ela mostra o lado mais feio da vida, a solidão, o desespero e o medo que acompanham a jornada da protagonista. A gente se sente desconfortável, e é essa a intenção do filme. Ele nos força a questionar os nossos próprios privilégios e a nossa forma de enxergar o mundo.

A produção de Elizabeth Wood, que é baseada na sua própria experiência de vida, é um grito por liberdade e autenticidade. É um filme que não tem medo de ser feio, de ser real, e de mostrar a verdade sobre a vida de uma jovem que se arrisca para entender a si mesma. White Girl não é um guia de moralidade. É um retrato honesto de uma vida sem regras, que busca a sua própria verdade no meio do caos.
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