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Eternidade: a nova comédia romântica da A24 traz amores do além

Eternidade: a nova comédia romântica da A24 traz amores do além

A produtora de filmes norte-americana A24, conhecida por produzir alguns dos longas mais falados dos últimos anos, incluindo alguns dos indicados e vencedores do Oscar, como Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo (2022), A Baleia (2022) e Moonlight: Sob a Luz do Luar (2016), acaba de lançar sua mais nova comédia romântica, com um toque de triângulos amorosos e amores pós-morte: Eternidade (2025).

Estrelado por Elizabeth Olsen, Miles Teller e Callum Turner, o filme estreou nos cinemas brasileiros em 04 de dezembro, trazendo uma trama simples porém carregada de emoções, explorando a ideia-título de uma vida após a morte democrática porém definitiva. Afinal, se você precisasse escolher entre dois amores para passar o resto da eternidade, quem você escolheria? 

Dividida: Elizabeth Olsen precisa escolher entre seu amor do passado (Callum Turner) e do presente (Miles Teller)

No longa, Joan (Elizabeth Olsen) vive um casamento feliz de muitos anos com Larry (Miles Teller). No entanto, quando ambos morrem com apenas alguns meses de diferença um do outro, o casal acaba se reencontrando no além, em uma espécie de limbo, onde Joan tem uma semana para decidir onde e com quem deseja passar a eternidade. Sua decisão é afetada quando ela também reencontra Luke (Callum Turner), seu primeiro marido, que morreu jovem, e esperou por ela por mais de sessenta anos. 

Por mais óbvios e monótonos que triângulos amorosos possam parecer, o universo hollywoodiano com frequência volta a explorar esta fórmula de comédia romântica que sempre deu tão certo, até para os filmes mais insossos. A própria A24 testou recentemente a velha receita da protagonista dividida entre dois homens, em Amores Materialistas (2025), onde inclusive também existe a ideia do amor do passado que retorna e mexe com as estruturas da personagem feminina.  

Em Eternidade, porém, o que muda na abordagem da história batida e rebatida é justamente o elemento sobrenatural, uma escolha acertada e que traz certo frescor para os amantes do gênero. O fato dos três protagonistas estarem mortos e de todas as cenas se desenrolarem num limbo que mais lembra uma terra de fantasia, com paisagens deslumbrantes, céus que mudam de cor a todo momento e um figurino característico da década de 1950, levam o espectador a uma viagem por um mundo colorido onde tudo é possível, que mais lembra a filmografia de Wes Anderson ou alguns dos romances mais conhecidos de Woody Allen, como Meia-Noite em Paris (2011) e Magia ao Luar (2014). 

Miles Teller e Elizabeth Olsen em Eternidade (2025)

Eternidade é apenas o segundo filme do gênero dirigido pelo irlandês David Freyne, conhecido por Meus Encontros com Amber (2020) e Os Curados (2017), filme sobre um apocalipse zumbi. Segundo o próprio diretor, que passou pelo tratamento de um tumor cerebral benigno logo após a finalização de Eternidade, o filme é sobre felicidade, amor e o que essas duas coisas significam para cada um, e que passar por uma experiência tão próxima da morte logo após filmar o filme, o fez perceber o pós-vida como algo muito mais curioso do que assustador. 

E esta é a exata sensação que fica para quem assiste o longa, a ideia de que a morte não é assustadora, mas sim, que o depois pode ser cheio de possibilidades, escolhas e uma certa felicidade. E até mesmo os mais céticos em relação a existência ou não de vida após a morte, certamente conseguirão se divertir assistindo ao filme, mérito do trio de atores principal e também do restante do elenco, com destaque para as cenas cômicas de Da’Vine Joy Randolph, John Early e Ryan Beil. 

Apesar das dúvidas de Joan soarem repetitivas ao longo da história, chegando a causar uma pequena irritação devido as longas cenas envolvendo sua indecisão, o trio principal consegue carregar a trama, por carisma, humor ou simplesmente porque o amor da protagonista por ambos é crível e bem construído, e bem no fundo, o público gosta mesmo é de torcer pelo amor de um casal, seja ele qual for no desfecho.

Seja você fã de comédias românticas, espiritualista ou não, Eternidade é uma boa opção para fechar 2025 com chave de otimismo e assistindo a algo leve.  

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