Déjà Vu: filme de ação eletrizante com Denzel Washington sobre viagem no tempo vai te deixar preso à poltrona
Imagine ser capaz de voltar no tempo graças a uma tecnologia ultrassecreta do governo e impedir que uma tragédia aconteça. Essa é a premissa básica de Déjà Vu, filme de 2006, estrelado por Denzel Washington, Paula Patton e Val Kilmer, e disponível no Disney+.
No longa, Denzel dá vida ao agente federal Doug Carlin, que se envolve na investigação de um atentado ocorrido em uma balsa em Nova Orleans, após a explosão de uma bomba causar a morte de centenas de pessoas. Determinado a encontrar o terrorista responsável, Doug acaba descobrindo a correlação entre o atentado e o assassinato isolado de uma misteriosa mulher, e mergulha em uma trama de paradoxos temporais e luta contra o tempo para salvar vidas.
A princípio, Déjà Vu inicia como qualquer filme de seu gênero, em um ritmo lento, apesar da impactante cena inicial da explosão – muito bem feita, por sinal. O espectador sente de imediato os resultados da catástrofe e a perda de várias vidas inocentes, que é o que motivará o protagonista até o fim de sua caçada.
Entre algumas cenas de investigação ao estilo CSI até o descobrimento da possibilidade de viagens no tempo, o filme cresce gradativamente, o que pode não agradar de primeira aqueles que preferem tramas de ação mais frenéticas. A partir do momento em que o tal terrorista (interpretado por Jim Caviezel) é identificado, o filme ganha propositalmente um novo ritmo, trazendo a tona, a face de Denzel Washington que mais nos lembramos (e gostamos) de ver no cinema: a do policial implacável, calculista e com sede de justiça.

A direção de Tony Scott, como sempre, é estratégica e inventiva, deixando para o espectador uma série de pistas quanto às viagens do agente e as possíveis consequências de se alterar o passado, que só são compreendidas mais ao final do filme. Cabe destacar também a cena de tirar o fôlego em que Doug persegue o terrorista por uma estrada enquanto ambos estão em planos temporais diferentes.
A atuação de Denzel, sempre sóbria, com um toque de sarcasmo e ao mesmo tempo carregada de emoção, dá o tom que a narrativa precisa para nunca se tornar desinteressante. Seu personagem não é apenas um “herói”, mas um ser humano falho e sensibilizado pela tragédia iminente, que não busca redenção, mas sim a salvação de pessoas, ainda que isso custe a sua própria vida.

Apesar de alguns erros temporais e de sua duração longa sem tanta necessidade, Déjà Vu é uma grata surpresa para os fãs de ação e ficção científica, e marca a parceria de sucesso entre e Scott e Washington, que renderia outros quatro filmes, dentre eles, Chamas da Vingança (2004) e Incontrolável (2010).
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