Filme na Netflix: Na Companhia do Medo é terror psicológico com boas doses de sobrenatural para conferir no final de semana
Quem conferir o catálogo da Netflix neste momento, vai perceber a recente aposta da plataforma de streaming em trazer filmes premiados e em sua maioria, antigos, para diversificar ainda mais a oferta de longas que fizeram sucesso no passado. Dentre esses, está um filme quase esquecido em meio à leva dos anos 2000, mas que acerta ao unir terror psicológico e sobrenatural: Na Companhia do Medo (2003).
No enredo, a psiquiatra criminal Miranda Grey (Halle Berry) trabalha em um sanatório local, onde conhece bem todos os truques mentais de suas pacientes. No entanto, a vida da respeitada médica vira de cabeça para baixo quando, após uma noite chuvosa, Miranda acorda na ala psiquiátrica em que trabalha, porém dessa vez, ela é a paciente. Sem memória do que aconteceu antes de ir parar ali e sendo acusada pela morte brutal de seu marido, Miranda terá que confiar apenas em suas próprias habilidades para remontar o quebra-cabeça deste assassinato e provar sua inocência.

Com pouco mais de uma hora e meia de duração, Na Companhia do Medo tem como seu principal triunfo, a atuação inspirada de Halle Berry, que cabe lembrar, tinha acabado de ganhar o Oscar um ano antes deste longa. Sua protagonista transita perfeitamente entre a sanidade e a loucura, com cenas carregadas de dor, confusão mental, revolta e medo, uma vez que Miranda não pode confiar em absolutamente ninguém e fugir da clínica parece impossível.
O filme ainda se encarrega de trazer ao menos dois bons plot twists à medida que a trama avança e antigos segredos de outros personagens vão sendo revelados, sempre sob uma atmosfera fria e desconfortável – carregada por tons de azul em várias cenas – e com forte influência do mundo sobrenatural, que possui função fundamental para que a médica descubra as razões por trás do assassinato de seu marido.

Destaque também para a atuação de Penélope Cruz, como uma das pacientes de Miranda, que tal qual Halle Berry, também sustenta sua atuação muito por olhares e expressões faciais. Já Robert Downey Jr. – mais conhecido por blockbusters e não por thrillers psicológicos – está apenas operante aqui, não se destacando como as personagens femininas.

Apesar do final um tanto apressado, Na Companhia do Medo oferece uma história redonda e rende bons sustos para quem busca um suspense para assistir no final de semana.
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